Antharus, o dragão azul fala
- madalena almeida

- 20 de out. de 2024
- 13 min de leitura
Atualizado: 23 de jun. de 2025
Diálogo de Antharus com Aurelia Louise Jones
SAUDAÇÕES, MINHA AMADA, sou Antharus, o Dragão Azul. Você e eu nos conhecemos há muito tempo e nossa amizade suportou o teste do tempo.
Há cerca de um ano vim das Plêiades para a Terra para estar ao seu lado novamente, embora sua visão atual a impeça de perceber minha presença.
Sim, deixei seu planeta há mais de 100 mil anos, quando os dragões passaram a ser temidos e caçados. Isto foi em um tempo em que um grande número de pessoas no planeta perdeu a conexão com a fonte divina. Essa era se tornou a segunda fase do que chamam de a "queda" da consciência, quando a humanidade mergulhou ainda mais na densidade e dualidade.
Quero que saiba que somos bons amigos desde um passado distante neste planeta, quando os dragões foram honrados, amados e apreciados como guardiões e protetores de sua civilização e da Terra. Por causa da qualidade do relacionamento que compartilhamos durante tanto tempo na Lemúria, voltei para oferecer-lhe a minha mais profunda amizade. Trago a minha contribuição para a transformação do seu planeta de um modo que ainda não pode compreender. É minha intenção ajudá-la a incluir mais magia e diversão em sua vida; em breve, amada, começará a entender o que estou dizendo. Permita-se acessar a lembrança dos maravilhosos momentos que compartilhamos e o quanto nos divertíamos no tempo da Lemúria.
Eu sou um ser de luz e tenho vivido em uma consciência de quinta dimensão por um longo tempo; portanto, não sou visível para aqueles cuja visão interna ainda não foi reaberta. Mantive a minha estatura de nove metros de altura e com minhas asas totalmente abertas, seria preciso uma fita métrica com cerca de vinte e três metros de comprimento para medir de uma ponta a outra.
Na época da Lemúria, eu era o líder de um grupo de dragões que fiel e graciosamente protegeu o seu palácio e muitos outros templos maravilhosos.
Nós, como dragões, apreciamos nosso serviço à vida por centenas de milhares de anos, durante a época gloriosa da Lemúria, quando toda a vida era perfeitamente harmoniosa. Apesar de nosso grande corpo, as pessoas não nos temiam e as crianças apreciavam muito brincar connosco.
Muitas vezes, nós permitimos que se sentassem em um lugar seguro entre nossas
grandes asas e as levamos para passear em voos sobre a terra.
Você também Aurelia, como as crianças, gostava de se sentar na cavidade
da estrutura óssea entre as minhas asas e, juntos, voávamos grandes distâncias velozmente, subindo pelo céu da Terra Mãe. Hoje, se eu fosse de terceira dimensão e fisicamente sólido, na consciência de sua sociedade essa diversão seria considerada bastante perigosa e impensável. No nosso tempo, o medo não existia no planeta e quando o medo está ausente, a segurança é total. Você costumava usar meu corpo e minhas habilidades de voo para transportá-la de um lugar para outro. Em sua linguagem atual podemos dizer que eu era o seu serviço de táxi privado! Isso pode parecer estranho
hoje, mas naqueles dias não havia tais limitações. Era de boa vontade que a levava a qualquer lugar, a qualquer momento que desejasse. Pense nisso como uma cooperação mútua em que dois amigos decolam juntos para partilhar diversão e prazer.
Naqueles dias gloriosos, antes da queda da consciência, o mundo não era tão denso quanto hoje. Quase todos podiam elevar e baixar à vontade suas vibrações entre as frequências de terceira e de quinta dimensão, em função da atividade desejada. Quando você voava comigo pelos céus da Terra Mãe, podíamos elevar nossas frequências para o quinto nível, nos tornando muito leves. Assim, não havia o perigo de cair, pois tínhamos o total controle de nossos corpos. Com a densidade atual dos corpos humanos, voar através dos céus nas asas de um dragão seria não só perigoso, mas também
impossível. No nosso tempo, voar, teletransportar e levitar eram conhecimentos comuns e naturais para todos. Nem sequer considerávamos a vida sem essas habilidades, que eram vistas como parte de nossa natureza divina e um direito de nascença para ser desfrutado por toda a eternidade.
Quando os dragões partiram para outras dimensões, a humanidade perdeu grande parte de sua capacidade de experimentar a vida com facilidade e graça. O que então era natural, hoje seria considerado mágico, e a graça com que as pessoas viviam diminuiu gradualmente até se tornar uma pálida lembrança. Suas antigas memórias estão veladas sob uma espessa cortina de medo e esquecimento. Hoje, você anseia por redescobrir o
caminho para manifestar a magia em sua vida, como fazia naqueles tempos.
Os que escolhem abraçar a completa iluminação e autorrealização através da
ascensão nesta vida, reencontrarão esses dons. A magia que uma vez você
experimentou retornará em medida ainda maior, pois foi privada dessas
habilidades por tempo demais. Querida, a humanidade nunca mais dará por
certos esses dons e os usará mal, como fez no passado. A compreensão que
alcançaram através das muitas vidas, ao experimentarem a desconexão de
sua natureza Divina, os manterá no caminho de agora em diante. As vidas
do sofrimento e de luta reforçaram esse entendimento de um modo que os
simples ensinamentos não poderiam fazer. A experiência é, afinal, a melhor
professora.
Posso ler seus pensamentos e sua mente acelerada, desejando saber o que
pode fazer, ou onde ir, para que eu me materialize fisicamente a sua frente.
Sinto sua excitação. Pelo menos você não tem medo, e isso me agrada. Bem,
amada, o tempo ainda não é apropriado, mas espero que o seja no futuro
próximo. Eu terei a oportunidade e a permissão para me mostrar de forma
tangível, então você poderá me ver e reconhecer com sua visão física.
Neste tempo, a minha morada nas alturas do lado sul do majestoso
Monte Shasta, em uma área calma onde posso viver sem perturbações.
Como não sou visível para ninguém, tudo é muito agradável. Na verdade,
vivo agora bem perto da área onde, na época da Lemúria, apreciava passar o
meu tempo livre. A aparência da quarta dimensão da montanha é a de um
lugar de beleza e conforto primorosos. Algum dia, quando sua visão interior
estiver mais aberta, você verá e apreciará tudo isso, viverá em dois mundos,
e depois em três, e até em muitos mais.
Aurelia - Por que os dragões tiveram que sair deste planeta? O que
realmente aconteceu?
Antharus - Como dragões, possuímos pleno domínio do reino
elemental. Significa que estamos perfeitamente à vontade quer estejamos no
ar, na terra, sob as águas ou envoltos pelo fogo.
Se olhar a história da Terra, perceberá que quase todas as culturas fazem
referências aos dragões, pelo menos em fábulas e na mitologia. Desejo
permanecer humilde aqui, mas devo apresentar os fatos. A beleza, o poder e
a majestade dos dragões eram tais que muitos humanos, desviados de sua
conexão com o Amor e a fonte divina, tornaram-se invejosos de nossos
poderes e decidiram nos colocar sob o domínio de seu espírito arrogante.
Muitos pensaram que poderiam nos possuir, controlar e usar da forma que
quisessem.
Naquela época, poucos seres na Terra podiam combinar a inteligência, a
compaixão, a força e a beleza dos dragões. Talvez apenas o belo e gentil
Unicórnio.
Os dragões são grandes amantes da liberdade, tendo alcançado um
elevado nível de maestria espiritual. De nenhum modo nos permitiríamos
sermos escravizados e submetidos à vontade de humanos primitivos. Sim,
eu disse primitivos, pois é assim que nós os víamos.
Como os dragões eram mestres dos elementos, acreditava-se que
possuíamos um certo tipo de magia que poderia ser transferida para outros.
Da noite para o dia, humanos e dragões tornaram-se adversários, depois de
centenas de milhares de anos de amor e cooperação mútuos. Evidentemente,
não foram todos os humanos que se envolveram nisso, e você amada,
procurou com todas as suas forças proteger os dragões. Era uma das pessoas
que secretamente forneciam comida, abrigo e refúgio para muitos de nós (os
dragões eram vegetarianos, ao contrário da crença mitológica popular). Em
troca do refúgio, oferecíamos aliança e proteção aos nossos benfeitores e
companheiros. Com a influente posição que você tinha na época, fez tudo o
que pôde para impedir o massacre e a escravidão dos dragões, mas não
conseguiu anular a ignorância das pessoas ou interferir em seu livre arbítrio.
Lembro-me de quanto sofrimento isso lhe causou na época, e por muito
tempo mais.
Em algum momento, os humanos decidiram que a magia dos dragões
emanava de nosso sangue, pois tínhamos muita força e longevidade. Então,
a caçada começou, os adversários se tornaram verdadeiros inimigos e a raça
humana se esforçou para matar todos os dragões que pudesse encontrar.
Muitos de nós pereceram, enquanto outros buscaram refúgio onde
puderam, principalmente em regiões remotas do mundo. Essa tentativa de
nos escondermos dos caçadores contribuiu para nossa imagem de criaturas
solitárias, ao contrário dos seres sociáveis que éramos. As temperaturas
extremas das novas moradias mudaram a cor e a aparência de nossa pele.
Finalmente, os dragões que sobreviveram foram convidados pela hierarquia
espiritual galáctica da época a serem transportados para as Plêiades. Foi
quando preferi sair da Terra, em busca de um lar mais amigável. Muitos
outros dragões escolheram ir para as Plêiades, enquanto outros foram para
outros planetas de acolhimento.
Originalmente os dragões eram de cor cinza esverdeada, com uma pele de textura semelhante à do elefante. A capacidade de controlar os elementos nos permitiu desenvolver uma pele escamada como a dos répteis, como você tem visto em ilustrações. A cor da pele se associou à área geográfica de nossas novas moradias e não era incomum ouvir-se que um dragão azul, verde ou mesmo vermelho, tinha sido avistado. Estes foram os momentos mais tristes de nossa existência.
Os dragões mantinham distância da população humana, já que não podiam mais confiar nela. Nosso vasto número finalmente diminuiu para alguns poucos e preciosos representantes da espécie. Sempre que sucede uma grande perda como essa em um mundo, isso é sentido em todos os reinos. Esta perda não foi uma exceção, mas os seres humanos perceberam tarde demais o seu erro.
Há muitos lugares onde se cruzam as linhas Ley da Terra, e alguns deles permitem a conexão de um mundo com outro. Você talvez tenha ouvido certas expressões que se referem a "erguer os véus ou névoas". Em certos lugares e em certos momentos é possível fazer exatamente isso, literalmente passando-se para um outro mundo ou um mundo paralelo. A maioria dos dragões que não deixou o planeta se dirigiu para essas portas e agora vive em paz na Terra, mas em outro plano ou dimensão, invisíveis para a terceira dimensão.
Ainda existem alguns dragões em seu mundo.
Aqueles que optaram por ficar, vivem em cavernas remotas, grutas e poços, e aguardam, pacientemente, que a humanidade desperte para a verdade de que todos os seres e todas as espécies são parte de uma grande fraternidade; uma espécie não é mais importante do que outra. Enquanto isso, suas energias são muito curadoras para o planeta, pois são bastante equilibradas no plano elemental. Felizmente para eles, todos os avistamentos
de dragões são encarados com descrença.
Neste momento, muitos dragões voltaram para ajudar este mundo e a humanidade a recuperar o equilíbrio com os elementos. Sem esse apoio, a Terra e a humanidade não poderiam efetuar as mudanças necessárias para passar às dimensões superiores sem causar grandes distúrbios às forças elementais planetárias. Naturalmente, muitos de nós estamos no plano físico, porém somos invisíveis para a sua visão, pois vibramos na frequência dos Reinos de Luz da quinta dimensão. Desta forma, podemos fazer o nosso
trabalho em paz, sem sermos perturbados pelos humanos. Sabemos que a maioria absoluta das pessoas do planeta sentiria muito medo se de repente aparecêssemos, especialmente em grande número, e mais uma vez seríamos caçados.
Nós também sabemos que chegará o tempo, não muito distante, em que
os humanos se reconectarão com os vários aspectos de sua natureza divina.
Eles, mais uma vez, perceberão todos os seres sensíveis como aspectos iguais
da Criação, e então nos tornaremos visíveis novamente, enquanto o amor e a
verdadeira fraternidade reinarão entre todos aqueles que viverem aqui.
Aurelia - Em meu coração, anseio profundamente pelo momento em que a
Terra se tornará um planeta pacífico novamente. Desejo experimentar o amor
e a verdadeira fraternidade com todos os seres sensíveis como uma forma
natural de viver. Desejo ver o fim do sofrimento humano e do abuso animal.
Estou triste pelos milhões e milhões de animais agredidos e abandonados por
humanos insensíveis em todo o planeta. Isso traz muita dor ao meu coração.
Antharus - Conheço o seu amor e conheço o seu coração. Também sei o
quanto você ama todos os seres sensíveis, todos os animais, os seres da
natureza e dos reinos elementais. Também sei que não terá medo quando
puder me ver, porque seu coração está aberto. É por isso que vou mostrar-
me a você logo que abra um pouco mais sua visão interior. Embora eu esteja
em uma frequência mais alta, quando me avistar estarei muito físico, e você
me perceberá assim. Diminuirei minha vibração o suficiente para que me
veja com clareza e, espero, para que possa me tocar.
Aurelia - Conheço um lugar especial onde sinto que posso vê-lo ao sair
para passear. É um lugar seguro para nos encontrarmos, pois ninguém nos
veria. O que acha?
Antharus - Sim, leio a sua mente e conheço o lugar onde vai com
frequência. De vez em quando acompanhei você, especialmente quando
estava sozinha. Embora não tivesse consciência de minha presença, enviei-
lhe amor e proteção. Você notou que muitas vezes adormeceu no chão
quando esteve lá?
Aurelia - Sim.
Antharus - É a magia, amada. Enquanto você descansa e dorme, seu
espírito deixa o corpo e nós temos uma conversa consciente no plano etéreo.
Adama e Ahnahmar também se juntam a nós frequentemente, e todos
trabalhamos nos campos de energia do seu corpo físico enquanto está
dormindo.
Aurelia - Eu sei que geralmente me sinto bem depois de adormecer lá.
Estou ciente de que Adama e Ahnahmar têm caminhado comigo na ?oresta,
mas não sabia que você também estava presente. Então, você os conhece bem?
Antharus - Claro. Adama e Ahnahmar foram membros de sua família no
tempo da Lemúria, e eles também eram meus amigos próximos. Eu protegia
todos vocês, incluindo seus filhos.
Aurelia - Você foi até Telos, no interior da montanha, ou Adama e Ahnahmar se encontraram com você no exterior?
Antharus - Bem, as duas coisas. Quando voltei para a região, há cerca de
um ano, estabeleci uma comunicação telepática com Adama, e ele saiu com
Ahnahmar e alguns outros para me saudarem e acolherem. Evidentemente,
isso aconteceu no nível da quinta dimensão em nossos corpos de luz. Nós
também nos encontramos nas Plêiades, de tempos em tempos. Adama vai lá
com bastante frequência. Ele sabia que eu retornaria, e enquanto eu ainda
estava nas Plêiades me contou que você tinha voltado para a montanha.
Disse que estavam trabalhando mais conscientemente com você, a ?m de
que trouxesse os ensinamentos deles à superfície, preparando o caminho
para o oportuno ressurgimento lemuriano.
Também fui convidado a visitar o interior da montanha, – o que eu fiz.
Sou bastante alto em comparação aos humanos, ainda que os intraterrenos
da montanha sejam muito mais altos do que vocês da superfície. Há lugares
no interior que são especialmente projetados para receber Seres de Luz
como eu, e alguns até mais altos, para que os seres de várias formas
corporais possam se encontrar. Muitos dos dragões que retornaram se
encontraram com os lemurianos e membros de algumas outras civilizações
subterrâneas. Foi muito emocionante para todos nós recebermos uma
acolhida tão sincera e calorosa; temos um excelente relacionamento com os
lemurianos. Você sabe, nem todos os irmãos de Luz vindos do espaço têm
forma humana, e os Seres da Terra Interior estão familiarizados com tudo
isso. Os irmãos espaciais têm todos os tipos de aparência, formas e cores.
Alguns têm corpos semelhantes a insetos, e muitos têm corpos sobre os
quais você não tem nenhuma referência, mesmo em suas fantasias mais
loucas.
Aurelia - Estou ciente disso. Li algumas coisas a respeito. Acredito que não
teria medo de encontrar na rua um ser de Luz com a aparência de inseto, mas
devo admitir que não estou completamente certa disso. Conheci uma mulher
alguns anos atrás, que disse ter se encontrado uma vez com um ser estelar de
cerca de 4 metros de altura, o qual tinha um corpo parecido com o inseto
conhecido como "louva-a-deus". Ela ponderou que deveria ter tido medo dessa
situação, mas que a vibração de amor que emanava dele era tão intensa que
não havia nenhum motivo para temor. Parece que ela teve uma conexão
multidimensional com esse ser, talvez como parte de sua família de almas,
embora ela não tenha dito.
Quais são seus planos? Você pretende ficar por muito tempo na Terra ou
está planeando voltar às Plêiades em breve?
Antharus - Isso ainda não está decidido. Pretendo permanecer aqui pelo
menos durante o período de transição do planeta, que levará cerca de
duzentos anos. Mas é possível que eu permaneça por muito mais tempo
depois disso, continuando meu serviço à vida neste planeta.
Aurelia - Uma amiga clarividente me disse outro dia que, de vez em
quando, vê um enorme dragão azul voando elegantemente e em alta
velocidade no céu ao redor da montanha. O Arcanjo Rafael lhe disse que era o
dragão de Aurelia. Eu suponho que seja você. (Rindo)
Antharus - De fato sou eu! Também a conheço e sei que vocês são
amigas. É por isso que me mostro para ela de vez em quando, enquanto voo
através dos céus desta maravilhosa região. Estou feliz que ela tenha sido
capaz de confirmar minha presença para você. Quando sua visão interna se
abrir um pouco mais, você verá muitas coisas no céu ao redor da montanha.
Eu sou apenas uma das muitas atrações que será capaz de perceber. Isso será
muito interessante e maravilhoso. Sua Presença EU SOU ainda hesita em
abrir sua visão interna neste momento. Existe a preocupação de que você
fique tão fascinada com o seu "novo brinquedo", que isso possa
comprometer a sua missão. Você tem o anseio de desfrutar das outras
dimensões, e uma vez que isso se abra para você, talvez queira gastar todo o
tempo experimentando sua nova e magnificente percepção e perca o
interesse nas coisas do quotidiano e em sua missão.
Aurelia - Minha amiga também está muito entusiasmada com a ideia de
encontrá-lo fisicamente. Eu contei a ela o que sei sobre você. Decidimos que
um dia, quando caminharmos juntas na floresta em meu "lugar especial", ao
virar a última curva antes da clareira, seremos surpreendidas por você deitado
calmamente na grama, esperando nossa reação e rindo em seu coração.
Antharus - Realmente, você pensa que compreendeu tudo. Eu sou um
dragão, e não estou limitado a nenhuma forma ou aparência. Aviso que
poderia surpreendê-la de outras maneiras também. Por exemplo, no outro
lugar onde você costuma ir na esperança de ver os unicórnios. Deixe-me
dizer-lhe que os unicórnios sabem que você quer vê-los, e eu não ?caria
surpreso se eles aparecessem antes do que você pensa.
Aurelia - Você disse que muitos dragões voltaram. Eles prestarão o mesmo
serviço à Terra e à humanidade, como na época da Lemúria, ou farão outra
coisa?
Antharus - As coisas mudaram no planeta nos últimos 100 mil anos e
em breve mudarão novamente de maneira drástica. Não podemos voltar
atrás, e como tudo muda constantemente, nada permanece igual durante
longos períodos no tempo. Nosso serviço à vida será diferente desta vez e
será o apropriado para o atual nível de evolução. Não há como ser o mesmo.
Percebo que, por algum tempo, nosso serviço será auxiliar a sua Mãe Terra e
a humanidade a reequilibrarem os quatro elementos principais em seu
interior, e depois ensinar sobre muitos outros elementos que precisam ser
dominados. À medida que cada pessoa adquire maior m
estria com os
elementos, também ajuda a Terra a se estabilizar. Nada está separado. Tudo
deve trabalhar em conjunto para alcançar uma perfeita harmonia em seu
mundo. Como raça, vocês foram bastante destrutivos e sem consideração
para com o planeta, a Mãe que está hospedando a sua evolução. O mundo
está se aproximando de um momento de grande mudança, e é essencial que
todos os elementos estejam em equilíbrio para a sua passagem segura.
Nosso serviço ao planeta e à humanidade se manifestará de forma mais
evoluída, com maior unidade, amor e compreensão em todos os aspectos da
vida. O objetivo é viver e trabalhar juntos em harmonia total.
Deixo-a agora com esses pensamentos e desejo-lhe boa noite. Vou
encontrá-la durante seus sonhos. Chame-me sempre que precisar de ajuda.
Saiba que nunca estou longe de você e estou sempre pronto para ajudá-la,
como fiz no passado.
Aurelia - Obrigada, meu querido amigo, pelo seu amor e pelo seu retorno!
Saber que você está por perto me dá muito conforto. Eu o amo.
Extraído do livro Telos, de Aurelia Louise Jones.

Aguarela de Anabela Romano




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