Conselhos de vida sobre abundância
- madalena almeida

- 27 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 18 de jun. de 2025
“… numa sala cheia de pessoas, num retiro nas montanhas do Colorado, um homem disse-me: - “Quem me dera poder experienciar a abundância”. Era esse o seu problema.
“Sabes, eu não dou muita importância ao dinheiro. Mal tenho o suficiente para sobreviver. Tive de apertar muito o cinto para poder vir aqui”. E por aí fora.
“Toda a minha vida sempre quis ter esse tipo de abundância que te vejo experienciar”. E apontou para mim.
Respondi-lhe: - Bem, se queres mesmo ter a experiência da abundância, por que é que não passas a hora do almoço a dar abundantemente o que tens para dar?
Olhou para mim, bastante surpreendido e disse: ”Eu não tenho nada para dar”.
Ele acreditava realmente – ele nem sequer estava a inventar isto – ele acreditava que não tinha nada para dar.
E eu tive de olhar para ele e começar a dizer o óbvio: Tens algum amor para dar?
“Oh” disse ele, sem sequer ter muita certeza disso. Mas acho que ele teve de concordar que talvez houvesse nele um pouco de amor que ele pudesse dar. Ele disse “Sim, suponho que tenho algum amor para dar”.
- Tens compaixão? A compaixão reside em ti a algum nível?
- “Sim, bem, suponho que tenho um pouco de compaixão. Há quem diga que sou um tipo compassivo”.
Ele tinha dificuldade em dizer isto. (…) Mas ele concordou que, talvez, também tivesse alguma para dar.
E tens sentido de humor?
“Ah, sim… Tenho piadas suficientes para durar uma vida inteira.
Fantástico.
Fizemos uma lista das coisas que ele tinha em abundância. Mas claro que ele não achava que isso tinha alguma coisa a ver com a abundância como ele a descrevia.
Eu disse-lhe: Ok. Vamos concordar que discordamos nas nossas definições de abundância. Vamos concordar que tens abundância destas coisas. Concordamos com isso.
- Aqui esta o que eu quero que faças. Passa a hora do almoço a dar estas coisas que reconheceste teres em abundância. Dá-as profusamente. Dá mais do que alguma vez deste a todas as pessoas cuja vida tocas, durante os próximo noventa minutos, enquanto estamos na hora do almoço. Este é o meu desafio para ti. E ele aceitou o desafio.
(…) havia cerca de 600 pessoas naquele lugar; 200 delas estavam no nosso retiro e 400 eram de outros lugares. Havia, portanto, uma quantidade de estranhos que não sabia quem este tipo era ou o que estava ele a fazer. E então entrou no snack-bar. Foi um grande confronto para ele.
E lá estava ele, a dirigir-se às pessoas do snack-bar, abundantemente, a partilhar abundantemente aquilo que era abundantemente seu. Ele estava a partilhar o seu amor, a sua boa disposição e o seu humor. Ele estava a contar piadas por todo o snack-bar.
(…) Ninguem conseguia evitar rir um pouco. E até mesmo aqueles que não achavam assim tanta graça às piadas dele não conseguiam evitar sorrir um pouco para este tipo maravilhoso, este pai natal que apareceu no snack-bar assim de repente.
Um deles não estava de muito bom humor e essa foi a oportunidade de demonstrar compaixão. E ele mostrou compaixão não contando mais nenhuma das suas piadas de mau gosto e disse-lhe: Eu não o conheço, mas pertenço a um grupo que esta a fazer um retiro no outro pavilhão. Esta tudo bem? Sem que desse por isso, tinha iniciado uma conversa com Deus. E pôde exprimir esse seu lado.
O tipo voltou da hora do almoço a sentir-se enorme, a sentir-se muito grande.
- Nem vos consigo explicar o que sinto.
- Agora sentes abundância?
- Sim, sinto. Sinto-me abundantemente rico. Com todas estas partes magníficas de mim que nunca me tinha dado permissão para exprimir. Não me tinha dado permissão para fazer isto.
Mas o que foi mesmo engraçado foi a partida que o grupo lhe pregou…. Durante a hora do almoço, alguém foi à sala e pegou no chapéu dele e toda a gente na sala pôs dinheiro lá dentro. Então, quando ele voltou à sala tinha imenso dinheiro no chapéu. Porque o grupo queria provar-lhe que o que damos recebemos de volta.
(…) Depois de ele se sentar no lugar e contar a experiência a toda a gente, entregaram-lhe aquele monte de dinheiro. E ele ficou ali sentado… e as lágrimas começaram a cair. E ele teve uma experiência do que é eternamente verdade: Que o que damos aos outros, damos a nós próprios. E podemos dá-lo numa forma e recebê-lo de outra. Mas não pode deixar de voltar para nós porque só existe um de nós na sala.
E a vida dele mudou devido à sua nova consciência do que a abundância realmente é."
(in Conselhos de Vida sobre a Abundância, Neale Donald Walsch)





Comentários