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Pensamentos de ataque...

“Tive recentemente uma forte experiencia de aprendizagem relativa aos meus pensamentos de ataque.

Fora um dia particularmente ocupado.

(…) Quando me preparava para deixar o Centro, tinha um rapaz de 18 anos à minha espera. O rapaz usava barba, tinha um aspecto pouco limpo e cheirava como alguém que não tomava banho há semanas.

O rapaz disse-me que queria conversar comigo. Eu estava cansado e ansioso, e não queria mesmo estar com mais pessoas com problemas. Ele disse-me que que acabava de chegar à boleia vindo de Virginia, que me vira num programa televisivo nacional e se sentira compelido a ir ter comigo.

Os meus pensamentos interiores foram bastante críticos. “Deve ser uma pessoa muito perturbada, para atravessar o país e ver ter comigo porque me viu na televisão”.

O seu pedido para conversarmos pareceu-me uma exigência e um ataque. Disse-lhe que já tinha uma combinação para essa noite e que podíamos conversar no dia seguinte, se ele achasse que podia esperar. Caso contrario, ficaria e conversaria com ele. Ele disse que podia esperar.

No dia seguinte, o rapaz não conseguiu explicar-me aquilo que queria, apenas me disse que algo nos meus olhos o fizera querer vir ter comigo. Dado que nenhum de nós parecia saber a razão por que ele ali estava, sugeri que meditássemos uma resposta.

Enquanto meditávamos, fiquei surpreendido por ouvir claramente uma voz interior afirmar: “Este homem atravessou todo o país numa dádiva para ti, para dizer-te que viu nos teus olhos o Amor perfeito – algo que tens dificuldade em ver por ti mesmo. A tua dádiva para ele é demonstrar-lhe aceitação total, algo que ele nunca experienciou na sua vida”.

Partilhei com o rapaz com o rapaz o que acabara de ouvir e pusemos os braços em volta um do outro. Fiquei surpreendido ao perceber que o cheiro horrível que tinha sentido momentos antes desaparecera totalmente. Com as lágrimas a correram-nos por ambas as faces, experienciamos uma paz e um Amor recíprocos difíceis de descrever.

Ocorrera para ambos uma cura. Os pensamentos de Amor haviam substituído os pensamentos de ataque. Fôramos mestres e psicoterapeutas um para o outro. Não havia mais nada a fazer nem a dizer.

Despedimo-nos com uma intensa alegria. Eu sentia que não voltaria a vê-lo, mas que jamais esqueceria a experiência e a lição de perdão que ele me dera.”


(in Amar é Libertar-se do Medo)




 
 
 

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